O que se destaca da edição de 2019?

O que se destaca da edição de 2019?

  • Quais os números a destacar da iniciativa deste ano?

75 Voluntários

5 Dias

9 Percursos

1000 Horas de voluntariado

+3500 Turistas ajudados

+20 Nacionalidades com que interagiram

27 Associados ACB (pastelarias e cafés)

360 lanches oferecidos aos voluntários

4 nr médio de turnos / voluntário

Idade dos voluntários: entre 13 e 22 (82% entre 15 e 17)

60% voluntários novos

+1000 fotografias dos voluntários

 

  • O que houve de novo nesta edição?

Nesta edição acrescentamos 2 novos percursos: Bom Jesus e Estação CP e aqui foi imprescindível a colaboração da TUB e da Confraria do Bom Jesus, a quem agradecemos nas pessoas do Dr. Teotónio e do Dr. Varico pelo apoio incondicional que nos foi facultado. Também conseguimos o apoio de 27 estabelecimentos (associados da ACBraga) para fornecerem os lanches aos voluntários assegurando o seu bem-estar durante os percursos. Também fomos convidados a fazer voluntariado nas procissões de 5ª feira (Ecce Uomo) e de 6ª feira (Enterro do Senhor) distribuindo folhetos informativos ao público presente nas procissões. Este ano também lançámos os canais de Comunicação oficiais do projeto, nomeadamente: Facebook, Instagram, Grupo WhatsApp e o Website www.howcanihelpyou.eu

 

  • O que aprendem os voluntários com este projeto?

Sobretudo, aprendem que ser voluntário não e uma questão de ter tempo, mas sim de decidirem o que fazer com o tempo que têm para ajudar os outros, para fazerem a diferença na vida de alguém que não conhecem. Aprendem também a conhecer melhor a sua cidade – as suas ruas, os seus monumentos, os seus restaurantes, os seus museus, os seus cafés e pastelarias, as suas tradições, … – e ficam com argumentos de ‘venda’ do território onde vivem. Aprendem também a pôr em prática as competências linguísticas em contexto real fora da sala de aula e outras competências como as de comunicação e comportamentais. É um verdadeiro orgulho vê-los em ação, a aplicar o conhecimento que lhe foi passado na Formação ministrada pela equipa fantástica do Posto de Turismo de Braga (a quem deixo aqui um OBRIGADA muito especial pela forma exemplar e motivadora como se entregam a este projeto que também é deles).

 

  • Em termos de necessidades, quais as principais que os turistas têm quando pedem ajuda aos voluntários?

No Top das perguntas mais colocadas estão:

  • Onde é o Bom Jesus?
  • Onde apanhamos o autocarro para o Bom Jesus?
  • Onde é a Sé / Catedral?
  • O que visitar em Braga?
  • Onde comer em Braga?
  • Questões relacionadas com as procissões: horários, percursos, melhor local para se ver, etc
  • O que posso ver no centro de Braga?
  • Posso ter um mapa?
  • Onde é…?

 

  • Têm algum episódio / história para partilhar com base nesta experiência?

Registo um episódio que parece muito interessante: no primeiro dia de ação um dos voluntários chegou à ação com um amigo que estava a passar férias em Braga e que era de Santiago do Cacém, o Pedro Gonçalves. Pediu se o amigo podia participar no projeto, apenas para ver, mas o Pedro acabou por fazer 4 turnos a vender Braga como se fosse a sua cidade; no final pediu se podia voltar no próximo ano porque ‘esta cidade é espetacular e esta ação é única e fantástica’.

São ainda vários os episódios que os nossos voluntários registaram, mas deixo aqui apenas alguns:

“A maior parte dos tailandeses vinham-nos cumprimentar em português por causa de sermos voluntários. Muito simpáticos!”

Encontramos uma senhora, já com uma certa idade, de nacionalidade espanhola que estava sozinha e parecia perdida. Fomos ter com ela e perguntamos-lhe se ela precisava de ajuda, e a senhora, educadamente, respondeu que não. Passando poucos minutos a tal senhora vem ter connosco e pede-nos indicações para a igreja dos Congregados. Como estamos perto e a senhora estava sozinha decidimos levá-la lá. Quando lá chegámos a senhora agradeceu e nós, como já tínhamos feito anteriormente, pedimos para tirar uma fotografia. Tiramos a fotografia e seguimos caminho. Ao ir embora, por alguma razão olhei para trás e vi que a senhora estava atrás de nós e chamar-nos. Ela queria que lhe enviássemos a fotografia através do WhatsApp. Trocámos os números de telefone. No fim, ela disse que se alguma vez fôssemos a Salamanca teria todo o gosto em apresentar-nos a cidade.

Uma senhora portuguesa disse que tinha o hábito de visitar 7 igrejas e só tinha ido a apenas uma. Então decidimos ir com ela e fomos com ela às 6 igrejas restantes. Andamos quase duas horas com a senhora e ela ficou muito contente.